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Atropelamento de antas em MS deixa 51 mortos em 13 anos; saiba como prevenir

A anta brasileira é o maior mamífero terrestre da América do Sul João Marcos Rosa Mato Grosso do Sul é o estado que mais mata animais silvestres em colisõ...

Atropelamento de antas em MS deixa 51 mortos em 13 anos; saiba como prevenir
Atropelamento de antas em MS deixa 51 mortos em 13 anos; saiba como prevenir (Foto: Reprodução)

A anta brasileira é o maior mamífero terrestre da América do Sul João Marcos Rosa Mato Grosso do Sul é o estado que mais mata animais silvestres em colisões nas rodovias, segundo a Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (INCAB-IPÊ). Em média, 100 antas morrem por ano nas vias do estado. Quem trafega pela malha rodoviária de Mato Grosso do Sul encontra diversas carcaças de animais silvestres, inclusive de espécies ameaçadas de extinção, e sabe que um animal pode cruzar a pista a qualquer momento pelas vias que atravessam o Pantanal e o Cerrado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp De acordo com o INCAB-IPÊ, ao menos 100 pessoas já foram envolvidas em colisões graves com animais de grande porte. Entre as antas encontradas nas rodovias, foram identificadas 120 fêmeas e 209 machos. Em 371 carcaças, não foi possível identificar o sexo devido ao estágio de decomposição. Também foram registradas 284 carcaças de antas adultas, 109 subadultas, 36 filhotes ou juvenis, três fetos de fêmeas prenhes e 268 carcaças cuja idade não pôde ser determinada. Do total de colisões entre veículos e antas, 51 pessoas envolvidas em acidentes com o animal morreram nos últimos 13 anos. A anta é considerada o maior mamífero terrestre da América do Sul e pode chegar a 300 kg. Por isso, uma colisão com o animal pode resultar em grandes danos materiais, como a perda total do veículo, além de mortes. Agora no g1 No dia 4 de agosto, o g1 divulgou a morte de um homem e de um adolescente de 14 anos após um acidente na BR-267, em Mato Grosso do Sul. Rafael José Balem e Mariana de Souza Bianchin, de 14 anos, estavam em um carro de passeio que, segundo as primeiras informações da polícia, bateu em uma anta antes de colidir de frente com uma carreta carregada com etanol. De acordo com as informações iniciais apuradas pela polícia, a anta atravessou a pista e foi atingida pelo carro. Com o impacto, o animal morreu e o motorista perdeu o controle da direção. O veículo invadiu a pista contrária e bateu de frente com a carreta, que não conseguiu desviar a tempo. Com a força da colisão, o caminhão tombou. Duas pessoas morreram em um grave acidente na BR-267 em MS Maikon Jr. Medidas de mitigação De acordo com a Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira, um dos grandes problemas na abordagem deste tema é que, quando ocorre uma colisão veicular com fauna, assume-se que os usuários das vias são os responsáveis por evitar a colisão. Mas há um limite ao que é possível fazer como usuário: respeitar o limite de velocidade e as placas de sinalização, além de ficar atento. Embora sejam importantes, essas ações não impedem a entrada repentina de um animal na pista. Apesar disso, o INCAB explica que a ciência comprova que é possível mitigar essas colisões em até 80% ao adotar medidas adequadas que vão além das ações dos motoristas que trafegam nas estradas. Colisões veiculares com fauna são um problema multifatorial. Um dos desafios por trás da temática é a falta de compreensão sobre a quem cabe a responsabilidade em caso de colisão com animal silvestre. É preciso entender as responsabilidades de cada envolvido para, assim, exigir e implementar as mudanças necessárias em busca de rodovias seguras. O Código de Defesa do Consumidor assegura a todos os que trafegam na malha viária do país o direito a um serviço seguro. Além disso, a Constituição Federal garante que o Poder Público é responsável pela proteção do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Quando se trata de mitigar colisões veiculares com fauna, há dois tipos de ações, ambas com o intuito de influenciar o comportamento, seja o do usuário da rodovia ou o do animal. Porém, estudos científicos comprovam que influenciar o comportamento do animal é mais eficaz para reduzir o número de colisões. Ações para influenciar o comportamento do usuário Placas de sinalização; Redutores físicos e eletrônicos de velocidade. Ações para influenciar o comportamento do animal Passagens de fauna inferiores; Passagens de fauna superiores; Adaptação de drenos fluviais e pluviais para a passagem de fauna; Cercamento da via ao longo das passagens de fauna. O que fazer em caso de colisões veiculares com fauna Caso o animal ainda esteja na via, ligue o pisca-alerta para sinalizar aos outros motoristas. Não se aproxime do animal. Em momentos como esses, os animais silvestres se encontram em estado de estresse e podem atacar ao se sentirem ameaçados. Além disso, a aproximação humana pode estressar o animal a ponto de ele se machucar ainda mais. Caso o animal esteja morto, não encoste nele, pois há risco de transmissão de doenças. Ligue imediatamente para o órgão competente, como a Polícia Militar Ambiental (PMA), Polícia Rodoviária Federal (PRF), empresa concessionária responsável pela rodovia ou Corpo de Bombeiros. Essas organizações possuem equipes capacitadas para o manejo desses animais. Em hipótese alguma leve o animal para casa ou para outro lugar. Isso configura crime ambiental. Além disso, o manejo do animal sem o devido equipamento e capacitação pode colocar em risco as pessoas envolvidas e o animal em si. Se você se envolveu em uma colisão veicular com fauna, recomenda-se entrar em contato com a seguradora, o Ministério Público ou um advogado para buscar ressarcimento dos danos. Lembre-se dos seus direitos. Contatos Polícia Militar: 190 — Emergências e acidentes ambientais Polícia Militar Ambiental de MS: (67) 9-9894-5013 Polícia Rodoviária Federal: 191 Bombeiros: 193 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: